Aos 17 anos eu comprei O Capital, de Karl Marx. Quando terminei de lê o prefácio, não dei prosseguimento. Pois no final Ele diz que só aceita críticas ao trabalho dele, da comunidade acadêmica.
O achei arrogante de mais. Mas anos mais tarde, quando eu estava na faculdade de marketing, compreendi que Marx tinha razão.
Depois quando fazia um curso de formação política, para uma melhor compreensão da crise de 2008, lá na casa José de Alencar e que era promovido pela UFC, tivemos uma aula extra, que foi assistir um seminário na Assembleia Legislativa do Ceará. Nesse dia, comprei o livro: Contribuição à Crítica da Economia Política, também de Marx e tão importante na literatura sobre Ele, como O Capital.
E na leitura desse livro, que fiz até o final, uma coisa me intrigou bastante. Há um momento que o próprio Marx afirma que chegará uma época da humanidade, que um grupo de homens, desprovidos da vaidade pelo Poder, implantarão o Comunismo. Isso me levou a uma profunda reflexão: de onde Ele, tinha tirado essa ideia? Pois em toda história, os homens teem brigado pelo Poder.
Passado alguns anos, agora já como aluno do curso de Bacharel em Teologia e num final de segundo semestre. O professor Ladghelson, passou um trabalho, que era a leitura e resumo do livro: O que estão fazendo com a igreja.
Na leitura desse livro, veio a resposta que alguns anos, era latente em minha mente. Marx tinha sido influenciado por Ludwig Feuerbach. Cuja as ideias, serviram de embasamento para a teologia antropológica, ou seja, podemos fazer uma paridade entre Deus e o homem.
Com a pergunta respondida, fiquei persuadido que o Comunismo, sempre será uma utopia. E o que ocorreu na Rússia em outubro de 1917, na China de Mao Tse-tung ou na Cuba de Fidel não foram os ideias de Marx. Porque em todas essas experiências, os homens sempre se digladiaram pelo Poder.
Mais recente, concluí a leitura do livro O Contrato Social, de Jean - Jaques Rousseau e fiquei surpreso, porque ele afirma que a única sociedade ideal seria a alicerçada nos princípios do cristianismo e aqui não confundimos com o modus operandi da igreja institucional.
Estou persuadido que não há outro caminho para a humanidade seguir, a não ser o cristianismo. Principalmente para mim, um ex-ateu. Com relação as minhas críticas como cidadão a Jair Bolsonaro, é simplesmente pela sua total incapacidade de gestão e falta de solidariedade a dor do próximo.
Mas como cristão, pode acreditar e não minto, todos os dias o cito nominalmente em minhas orações diárias.
(Assis Barros).