sábado, 3 de abril de 2021

O Sinedrio errou novamente.

Para mim a decisão do Ministro do STF, Kassio Nunes, não altera em nada. Eu defendo o distanciamento social mais severo e o pagamento imediato do auxílio emergencial de R$ 600,00 para os que precisam ficar em casa.


Em 1902, o médico Oswaldo Cruz, recém chegado da França, depois de o Presidente da República da época, Rodrigues Alves, ter ligado para o Instituto Pasteur e ter solicitado a vinda ao Brasil do melhor sanitarista e esse ter exatamente indicado seu melhor aluno.


Rodrigues Alves, tinha perdido o filho, para a febre amarela e o país sofria ainda com a peste bubônica e a varíola. Osvaldo Cruz disse ao Presidente: "Se em três anos, eu não acabar com a varíola, pode me fuzilar em praça pública."


Ele passou a pagar por cada rato que a população trouxesse morto, criou uma brigada contra os mosquitos e passou a vacinar o povo contra a varíola. Ele cuidou de eliminar os vetores. No caso atual, o vetor do Coronavírus, somos nós, os seres humanos.


Mas lá como agora, as pessoas são movidas por alguma autoridade com interesses políticos contrários a saúde pública. Também se recusavam as medidas e houve revolta da vacina em 10 de novembro de 1904. Encabeçada pelo Tenente-Coronel Lauro Sodré.

(Assis Barros).

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Eu li Marx

 Aos 17 anos eu comprei O Capital, de Karl Marx. Quando terminei de lê o prefácio, não dei prosseguimento. Pois no final Ele diz que só aceita críticas ao trabalho dele, da comunidade acadêmica.


O achei arrogante de mais. Mas anos mais tarde, quando eu estava na faculdade de marketing, compreendi que Marx tinha razão.


Depois quando fazia um curso de formação política, para uma melhor compreensão da crise de 2008, lá na casa José de Alencar e que era promovido pela UFC, tivemos uma aula extra, que foi assistir um seminário na Assembleia Legislativa do Ceará. Nesse dia, comprei o livro: Contribuição à Crítica da Economia Política, também de Marx e tão importante na literatura sobre Ele, como O Capital.


E na leitura desse livro, que fiz até o final, uma coisa me intrigou bastante. Há um momento que o próprio Marx afirma que chegará uma época da humanidade, que um grupo de homens, desprovidos da vaidade pelo Poder, implantarão o Comunismo. Isso me levou a uma profunda reflexão: de onde Ele, tinha tirado essa ideia? Pois em toda história, os homens teem brigado pelo Poder.


Passado alguns anos, agora já como aluno do curso de Bacharel em Teologia e num final de segundo semestre. O professor Ladghelson, passou um trabalho, que era a leitura e resumo do livro: O que estão fazendo com a igreja.


Na leitura desse livro, veio a resposta que alguns anos, era latente em minha mente. Marx tinha sido influenciado por Ludwig Feuerbach. Cuja as ideias, serviram de embasamento para a teologia antropológica, ou seja, podemos fazer uma paridade entre Deus e o homem.


Com a pergunta respondida, fiquei persuadido que o Comunismo, sempre será uma utopia. E o que ocorreu na Rússia em outubro de 1917, na China de Mao Tse-tung ou na Cuba de Fidel não foram os ideias de Marx. Porque em todas essas experiências, os homens sempre se digladiaram pelo Poder.


Mais recente, concluí a leitura do livro O Contrato Social, de Jean - Jaques Rousseau e fiquei surpreso, porque ele afirma que a única sociedade ideal seria a alicerçada nos princípios do cristianismo e aqui não confundimos com o modus operandi da igreja institucional.


Estou persuadido que não há outro caminho para a humanidade seguir, a não ser o cristianismo. Principalmente para mim, um ex-ateu. Com relação as minhas críticas como cidadão a Jair Bolsonaro, é simplesmente pela sua total incapacidade de gestão e falta de solidariedade a dor do próximo. 

Mas como cristão, pode acreditar e não minto, todos os dias o cito nominalmente em minhas orações diárias.

(Assis Barros).

quinta-feira, 1 de abril de 2021

O Brasil precisa sair dessa.

 Atos sempre terão consequências. O Presidente da República, tem o papel de administrar da melhor forma, a nação. O nosso Presidente, cometeu um dos maiores erros que um gestor público poderia cometer.


Não é o Brasil isoladamente que vive sob a angustia e desespero de uma doença viral. Mas o mundo todo está sob esse drama. Bolsonaro podendo ter sentado a mesa de negociação com os demais líderes mundiais, resolve negar o fato.


Deu às costas ao clamor e orientação da ciência, e de forma leviana resolve indicar como solução, uma droga mundialmente não recomendada pela comunidade científica, como tratamento eficaz dessa enfermidade.


Enquanto os cientistas do mundo inteiro, numa rede internacional, trocavam e compartilhavam conhecimento em busca da fabricação de uma vacina. Bolsonaro e seus defensores, insistiam no tratamento precoce, enquanto os números de mortos só cresciam.


Quando ao Pfizer veio ao Brasil oferecer seu imunizante, e isso ocorreu ainda no primeiro semestre do ano passado. O chefe do Executivo nacional, de maneira jocosa, fez pouco caso e rejeitou a oferta.


Ora o Brasil, possuí um dos melhores sistema de vacinação internacional. O SUS tem capacidade de vacinar até 3,04 milhões/dia. Segundo o Doutor Gonzalo Vecina Neto, fundador e primeiro presidente da Anvisa, 1999.

Isso garante 60 milhões de brasileiros imunizados por mês, considerando 20 dias úteis de trabalho.


Nos cálculos do Doutor Vecina, até julho, teríamos toda a população de 18 anos pra cima, totalmente vacinadas. Isso posto, reafirmo a incompetência para o cargo, que ora ocupa esse senhor transloucado, chamado Jair Messias Bolsonaro. 


Que aliás, só é messias, porque o parto foi difícil e a mãe pensou que morreria e o pai, batizou como Jair, em homenagem a um jogador do Palmeiras, time do coração.

(Assis Barros).