quarta-feira, 26 de março de 2014

Ninazona do Papai.

Não poderia jamais deixar de passar aqui e registrar com muita alegria o aniversário de vinte anos da minha "Ninazona do Papai". Lembro-me com muita nitidez aquele sábado de março de 1994. Cedo eu levei a Raio de Sol para a maternidade e as enfermeiras até brincaram, dizendo que "ela era muito corajosa", é bem verdade que não tive coragem de assistir ao parto e a tarde voltei para visitá-las e levá-las para casa.
Quando voltamos, eu coloquei Beethoven, para ela ir educando os ouvidos e começar aprender a diferenciar uma bela melodia, de algumas coisas que chamam de música. Depois colei na porta de casa um aviso, informando aos vizinhos do pequeno condomínio na Avenida Dedé Brasil, hoje Dr. Silas Monguba, informado que naquela residência, tinha uma bebê que precisava de silêncio. Todos cooperaram.
Depois no colégio, quando ela estava no ensino fundamental II, ganhou uma medalha por ser uma aluna que lia bastante livros. Foram mais de duzentos em um ano. Chegou a lembrar-me do meu pai, pois eu o via lendo jornais da semana inteira e quando lhe disse que eram jornais velhos, ele me disse:"O importante é a notícia".
Agora ela cresceu, os filhos crescem, tomam as rédeas e traçam seus planos. Vai casar e vai morar noutra cidade, de outro estado e de outra região. Mas graças a Deus, continuará no mesmo país. Mas fico muito feliz por ela, sabe traçar planos, sabe dizer o que quer. Mesmo quando isso envolve trancar a faculdade de Direito no quarto semestre. Essa é minha garotinha, se não ia agradá-la, por que ficar dando continuidade?.
Um abraço, cheiro, um beijo. Deus te abençoe sempre. Minha Ninazona do papai.
Assis Barros.

sábado, 15 de março de 2014

Capitalismo Não.

Há um equivoco não sei se intencional ou por ignorância ao tema. Mas querer associar criminosos ao pensamento socialista ou querer defender o capitalismo como o melhor dos mundos, é nefasto.

O capitalismo é excludente na sua forma natural de ser, porque a construção da riqueza não se dar de maneira individualizada, mas coletiva. A distribuição dessa riqueza não é feita com todos aqueles que participaram da sua construção.

É a crítica que Karl Marx faz a "mais valia", por isso só os que são detentores dos meios de produção ficam com a maior parte e os trabalhadores que só possuem a mão de obra, ficam apenas com seu salário.

É indiscutível que houveram erros históricos por aqueles que fizeram revoluções e prometeram implantar uma sociedade socialista. Mas isso não deve ser motivo para pararmos de buscar uma sociedade mais justa e fraterna.

Querer convencer-me que um garoto negro, nascido em uma favela qualquer desse país, possui as mesmas oportunidades de um garoto branco,  nascido em um bairro de classe média ou alta, qualquer dessa nação. É o mesmo que querer que eu acredite na segunda perna do saci pererê.

É preciso respeitar as pessoas mesmo quando elas pensam e agem diferente de nós. O debate é salutar, e não podemos deixar de ouvir a  ideia contraditória do oponente debatedor. Vou concluir trazendo a memória uma frase do psiquiatra francês Philippe Pinel: "Os alienados criminosos, devem ser mantidos de tal maneira que lhes sejam impossível fugir. Porém o tratamento físico e mental, jamais devem cessar."



P.S em resposta a um artigo de Rodrigo Constantino.

Assis Barros.