quarta-feira, 9 de julho de 2014

Sempre brasileiro com muito orgulho.

"Mas a gente não que só comida. Quer bebida, diversão e arte."

 Procurar explicar pelo viés da razão coisas da emoção, não creio que seja a saída. Os nossos problemas de nação estão intimamente ligado ao nosso passado histórico e a herança dos colonizadores portugueses que não queriam de forma alguma que a colônia deixasse de ser o que era. 

Enquanto a América espanhola em 1551, inaugurava as universidades do México e do Peru. Portugal só nos concede em 1827 duas faculdades a do Largo do São Francisco em São Paulo e a de Olinda em Recife. E mesmo assim com os prédios emprestados pela igreja católica, eram tão deficitárias que D. Pedro II visitou anos mais tarde, pediu que não a mostrassem aos estrangeiros.

 Nós temos tudo deficitário, mas temos. Cabe a nós mudar essa realidade pelo exercício correto da cidadania, ficarmos só com essa eterna reclamação de fila de banco, sem tomar atitude não vale nada. 

No mais continuamos Penta Campeões ganho dos alemães, estamos entre os quatro finalistas da competição. Somos a economia mais importante da América do Sul. Até agora não apareceu em nenhuma nação do mundo jogadores mais talentosos e geniais do que Mané Garrincha, Pelé, Didi Folha Seca, Ademir da Guia, Sócrates, e tantos outros. Sem contar que somos o povo mais hospitaleiro do planeta.

 Em qual outra parte do mundo convivem tão bem Judeus e Árabes, Católicos e Protestantes, Budistas,Espíritas, Candomblés e Umbandas?. E por isso e muito mais que continuo a cantar: Eu sou brasileiro/com muito orgulho/com muito amor.

 E pra terminar que outra seleção tem jogadores de gestos tão fraternais como de Daniel Alves e David Luiz, no final da partida contra a Colômbia?. Quando viram a angustia de James, foram ao seu encontro e o confortaram.(Respondendo meu sobrinho por afinidadeLucas O. Maia - Assis Barros).

quarta-feira, 26 de março de 2014

Ninazona do Papai.

Não poderia jamais deixar de passar aqui e registrar com muita alegria o aniversário de vinte anos da minha "Ninazona do Papai". Lembro-me com muita nitidez aquele sábado de março de 1994. Cedo eu levei a Raio de Sol para a maternidade e as enfermeiras até brincaram, dizendo que "ela era muito corajosa", é bem verdade que não tive coragem de assistir ao parto e a tarde voltei para visitá-las e levá-las para casa.
Quando voltamos, eu coloquei Beethoven, para ela ir educando os ouvidos e começar aprender a diferenciar uma bela melodia, de algumas coisas que chamam de música. Depois colei na porta de casa um aviso, informando aos vizinhos do pequeno condomínio na Avenida Dedé Brasil, hoje Dr. Silas Monguba, informado que naquela residência, tinha uma bebê que precisava de silêncio. Todos cooperaram.
Depois no colégio, quando ela estava no ensino fundamental II, ganhou uma medalha por ser uma aluna que lia bastante livros. Foram mais de duzentos em um ano. Chegou a lembrar-me do meu pai, pois eu o via lendo jornais da semana inteira e quando lhe disse que eram jornais velhos, ele me disse:"O importante é a notícia".
Agora ela cresceu, os filhos crescem, tomam as rédeas e traçam seus planos. Vai casar e vai morar noutra cidade, de outro estado e de outra região. Mas graças a Deus, continuará no mesmo país. Mas fico muito feliz por ela, sabe traçar planos, sabe dizer o que quer. Mesmo quando isso envolve trancar a faculdade de Direito no quarto semestre. Essa é minha garotinha, se não ia agradá-la, por que ficar dando continuidade?.
Um abraço, cheiro, um beijo. Deus te abençoe sempre. Minha Ninazona do papai.
Assis Barros.

sábado, 15 de março de 2014

Capitalismo Não.

Há um equivoco não sei se intencional ou por ignorância ao tema. Mas querer associar criminosos ao pensamento socialista ou querer defender o capitalismo como o melhor dos mundos, é nefasto.

O capitalismo é excludente na sua forma natural de ser, porque a construção da riqueza não se dar de maneira individualizada, mas coletiva. A distribuição dessa riqueza não é feita com todos aqueles que participaram da sua construção.

É a crítica que Karl Marx faz a "mais valia", por isso só os que são detentores dos meios de produção ficam com a maior parte e os trabalhadores que só possuem a mão de obra, ficam apenas com seu salário.

É indiscutível que houveram erros históricos por aqueles que fizeram revoluções e prometeram implantar uma sociedade socialista. Mas isso não deve ser motivo para pararmos de buscar uma sociedade mais justa e fraterna.

Querer convencer-me que um garoto negro, nascido em uma favela qualquer desse país, possui as mesmas oportunidades de um garoto branco,  nascido em um bairro de classe média ou alta, qualquer dessa nação. É o mesmo que querer que eu acredite na segunda perna do saci pererê.

É preciso respeitar as pessoas mesmo quando elas pensam e agem diferente de nós. O debate é salutar, e não podemos deixar de ouvir a  ideia contraditória do oponente debatedor. Vou concluir trazendo a memória uma frase do psiquiatra francês Philippe Pinel: "Os alienados criminosos, devem ser mantidos de tal maneira que lhes sejam impossível fugir. Porém o tratamento físico e mental, jamais devem cessar."



P.S em resposta a um artigo de Rodrigo Constantino.

Assis Barros.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Medicação sim, água não.

Minha tia materna tem 89 anos, infelizmente levou um tombo ao levantar-se da cama e fraturou o fémur. Precisou de internamento e a levamos para o hospital Instituto Doutor José Frota, no centro da cidade de Fortaleza, no estado do Ceará.

Fiquei bastante surpreso ao vir ao hospital para passar a noite com ela. Quando chegou o momento da medicação, a profissional de enfermagem deixou o comprimido, quando indaguei sobre a água, ela disse que não era fornecida.

Achei que era um ato de bastante incoerência por parte da direção do hospital. Como os pacientes tomarão seus remédios?, e aqueles que são pego de surpresa e não têm como adquirir o líquido insípido, inodoro e incolor, como farão?.

Ao tentar sair para comprar água, fui interpelado pelo guarda municipal que estava de sentinela na porta, que foi logo me dizendo:"não era possível tal ato, pois já passavam das 21h". Contra-argumentei, dizendo que precisava medicar minha tia. Fez uma cara de assombrar criança e concedeu alguns minutos.

Terá sido ideia de algum burocrata insensível do Governo Municipal ou partiu do próprio chefe do Executivo?. Será para reduzir custos?, e o bem estar dos pacientes?. Imaginem que todos que estão na mesma enfermaria da minha tia, são senhoras com mais de setenta anos e com problemas de fraturas no fémur. Merecem um mínimo de respeito e conforto nessa altura da existência.

Não foi com essa proposta que quando candidato, o atual prefeito, foi as ruas. O senhor precisa corrigir essa insensatez, os munícipes precisam e devem ser tratados com carinho e afeto por parte dos que fazem o poder público. Principalmente quando se trata da saúde, e atos dessa natureza só demonstram o quanto esquecidos estão.

Assis Barros.