Ricardo,
Sei que serei redundante no sentido de tantas vezes vir aqui e fazer a defesa da mesma coisa. Um dos parâmetros que uso para defender minhas convicções, é a definição das coisas.
Qual a definição histórica de Golpe de Estado e qual a definição histórica de Revolução?. Na Revolução, o povo, as massas ou a grande massa, está engajada no processo político de mudança.
No Golpe de Estado, são as forças armadas, que ditam a mudança e a troca de poder.
Historicamente, quando dissecamos os processos de ruptura brasileiro, nunca vamos encontrar uma participação massiva da população.
Como exemplos temos a:
Independência, a República, o Estado Novo e o próprio Golpe de Estado de 1964.
Mas por que foi Golpe de Estado de 1964 e não Revolução de 1964?.
Para fazermos essa dicotomia, é necessário tomarmos a DEMOCRACIA, como referência. Analisarmos qual foi o grau de ambiência democrática desse período?.
E os fatos dessa época, comprovam que foi um regime de exceção. Ninguém poderia discordar, ninguém podia reivindicar, ninguém podia associar-se. Caso houvesse um pensamento contraditório, por mais simples que fosse, recebia-se a marca de comunista ou subversivo e a partir daí, sua vida virava um caos.
Como todo regime, os militares, também fizeram uso da propaganda. Ao povo, era vendida a imagem do milagre econômico.
Com o dinheiro emprestado do exterior, iniciou-se grandes obras. Como a informação era manipulada, a cara que se desenhou para essa época foi a corrupção zero.
Mas o que dizer da Coroa Brastel?, do escândalo da mandioca?, das pedras preciosas de Abi Ackel, então Ministro da Justiça? ou de Mário Henrique Simonsen, conhecido como o ministro dez por cento?.
E nos porões do Doi-Codi, sob a tutela de Ustra, Fleury e outros. Corpos de jovens sonhadores e idealistas eram torturados.
Mulheres eram estupradas, homens sofriam no pau de arara ou na cadeira do dragão.
Muitos foram mortos, expulsos, exilados, partiram num rabo de foguete.
Qual o crime deles? Acreditarem ser possível viver num país melhor, numa nação democrática, fraterna e solidária. Onde não houvesse tanta concentração de renda, parindo milhões de miseráveis.
Mas os homens dos quartéis, com suas fardas engomadas e seus coturnos engraxados. Não eram dados ao diálogo. E a conversa não era muito longa e mal passava de um:"Seu comunista de merda" ou "Sua vaca, comunista".
Eles não leram Cora Coralina, para compreender que:"O natural da juventude é crer".
Eu nasci em agosto de 1963, minha geração, é de transição. Quando fomos despertando pra vida, a cartilha que nos ensinavam, era que tínhamos que ficar rico, subir na vida, sermos alguém. E os pobres e miseráveis que estão entre nós, vieram de onde?.
São preguiçosos que não querem trabalhar e só pensam em fazer filhos.
Eu nunca consegui me adaptar ao sistema, sempre conflitei e conflito até hoje.
Aos dezenove anos, me converti ao cristianismo, encontrei paz, vivo melhor.
Sei que nada aqui importa. A não ser o amor, a bem querência, a família, os amigos, as auroras e os arrebois.
Mas eu não poderia deixar de externar meu respeito pelas centenas de jovens mortos, e os torturados desse período, que juntamente com a escravidão, é vergonhoso para o Brasil.
(Assis Barros - Bacharel em Teologia).
Sei que serei redundante no sentido de tantas vezes vir aqui e fazer a defesa da mesma coisa. Um dos parâmetros que uso para defender minhas convicções, é a definição das coisas.
Qual a definição histórica de Golpe de Estado e qual a definição histórica de Revolução?. Na Revolução, o povo, as massas ou a grande massa, está engajada no processo político de mudança.
No Golpe de Estado, são as forças armadas, que ditam a mudança e a troca de poder.
Historicamente, quando dissecamos os processos de ruptura brasileiro, nunca vamos encontrar uma participação massiva da população.
Como exemplos temos a:
Independência, a República, o Estado Novo e o próprio Golpe de Estado de 1964.
Mas por que foi Golpe de Estado de 1964 e não Revolução de 1964?.
Para fazermos essa dicotomia, é necessário tomarmos a DEMOCRACIA, como referência. Analisarmos qual foi o grau de ambiência democrática desse período?.
E os fatos dessa época, comprovam que foi um regime de exceção. Ninguém poderia discordar, ninguém podia reivindicar, ninguém podia associar-se. Caso houvesse um pensamento contraditório, por mais simples que fosse, recebia-se a marca de comunista ou subversivo e a partir daí, sua vida virava um caos.
Como todo regime, os militares, também fizeram uso da propaganda. Ao povo, era vendida a imagem do milagre econômico.
Com o dinheiro emprestado do exterior, iniciou-se grandes obras. Como a informação era manipulada, a cara que se desenhou para essa época foi a corrupção zero.
Mas o que dizer da Coroa Brastel?, do escândalo da mandioca?, das pedras preciosas de Abi Ackel, então Ministro da Justiça? ou de Mário Henrique Simonsen, conhecido como o ministro dez por cento?.
E nos porões do Doi-Codi, sob a tutela de Ustra, Fleury e outros. Corpos de jovens sonhadores e idealistas eram torturados.
Mulheres eram estupradas, homens sofriam no pau de arara ou na cadeira do dragão.
Muitos foram mortos, expulsos, exilados, partiram num rabo de foguete.
Qual o crime deles? Acreditarem ser possível viver num país melhor, numa nação democrática, fraterna e solidária. Onde não houvesse tanta concentração de renda, parindo milhões de miseráveis.
Mas os homens dos quartéis, com suas fardas engomadas e seus coturnos engraxados. Não eram dados ao diálogo. E a conversa não era muito longa e mal passava de um:"Seu comunista de merda" ou "Sua vaca, comunista".
Eles não leram Cora Coralina, para compreender que:"O natural da juventude é crer".
Eu nasci em agosto de 1963, minha geração, é de transição. Quando fomos despertando pra vida, a cartilha que nos ensinavam, era que tínhamos que ficar rico, subir na vida, sermos alguém. E os pobres e miseráveis que estão entre nós, vieram de onde?.
São preguiçosos que não querem trabalhar e só pensam em fazer filhos.
Eu nunca consegui me adaptar ao sistema, sempre conflitei e conflito até hoje.
Aos dezenove anos, me converti ao cristianismo, encontrei paz, vivo melhor.
Sei que nada aqui importa. A não ser o amor, a bem querência, a família, os amigos, as auroras e os arrebois.
Mas eu não poderia deixar de externar meu respeito pelas centenas de jovens mortos, e os torturados desse período, que juntamente com a escravidão, é vergonhoso para o Brasil.
(Assis Barros - Bacharel em Teologia).
