terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Medicação sim, água não.

Minha tia materna tem 89 anos, infelizmente levou um tombo ao levantar-se da cama e fraturou o fémur. Precisou de internamento e a levamos para o hospital Instituto Doutor José Frota, no centro da cidade de Fortaleza, no estado do Ceará.

Fiquei bastante surpreso ao vir ao hospital para passar a noite com ela. Quando chegou o momento da medicação, a profissional de enfermagem deixou o comprimido, quando indaguei sobre a água, ela disse que não era fornecida.

Achei que era um ato de bastante incoerência por parte da direção do hospital. Como os pacientes tomarão seus remédios?, e aqueles que são pego de surpresa e não têm como adquirir o líquido insípido, inodoro e incolor, como farão?.

Ao tentar sair para comprar água, fui interpelado pelo guarda municipal que estava de sentinela na porta, que foi logo me dizendo:"não era possível tal ato, pois já passavam das 21h". Contra-argumentei, dizendo que precisava medicar minha tia. Fez uma cara de assombrar criança e concedeu alguns minutos.

Terá sido ideia de algum burocrata insensível do Governo Municipal ou partiu do próprio chefe do Executivo?. Será para reduzir custos?, e o bem estar dos pacientes?. Imaginem que todos que estão na mesma enfermaria da minha tia, são senhoras com mais de setenta anos e com problemas de fraturas no fémur. Merecem um mínimo de respeito e conforto nessa altura da existência.

Não foi com essa proposta que quando candidato, o atual prefeito, foi as ruas. O senhor precisa corrigir essa insensatez, os munícipes precisam e devem ser tratados com carinho e afeto por parte dos que fazem o poder público. Principalmente quando se trata da saúde, e atos dessa natureza só demonstram o quanto esquecidos estão.

Assis Barros.