
Há algum tempo venho pensando em publicar esse artigo, falando das agressões que os poderosos econômicos e desprovidos de sensibilidade ambiental. Vem fazendo contra aquele que é considerado o maior parque urbano da América Latina.
O Cocó, é uma belissíma área verde localizada na cidade de Fortaleza. Mas que aos poucos e lentamente vem sofrendo ataques da especulação imobiliária.
Ao longo dos anos a indústria da construção civil avança em seu território. Já é lamentavelmente possível ver enormes "caixas de concretos", que a publicidade apelida de "edificios residênciais", dentro do seu perímetro.
Mas o que reputo como o pior ataque, foi o que sofreu recente. Por um curto espaço de tempo, um senhor que está prestes a se tornar ex-senador da républica. Travou uma batalha jurídica com a prefeita da cidade, com o objetivo de desfechar mais um golpe na combalida natureza.
Do alto de sua arrogância econômica e insensibilidade ambiental, resolveu construir mais uma "caixa vertical de concreto". Dessa vez para uso comercial e não residêncial. Ele,creio eu, possui terrenos em vários lugares da cidade. Mas resolveu edificar justamente na área verde, colado a um outro empreendimento também de sua propriedade.
Nós o povo, precisamos despertar dessa letárgica ignorância politíca, cidadã e ambiental. Assumirmos nosso papel de protagonista e não mais aceitar o mero personagem de coadjuvante da nossa história.
As gerações futuras também teem o direito de habitarem num planeta decente e preservado. Merecem ser tocadas pelo canto suave da cutuvia, encher os olhos com a beleza do voo dos pássaros e a suavidade do bater das asas das borboletas e o belo balé, de deslocamento do beija-flor.
Assis Barros.
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