sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Resiste Cocó

Que as gerações futura saibam que no presente não concordei com a morte anunciada do Parque do Cocó. Tenho a compreensão ampla da importância da mobilidade humana e urbana. Mas destruir a natureza em nome disso, é incoerência.

As vozes a favor construíram um discurso estribado naquilo que é urgente e não no que é importante. E são tão sorrateiras, que ao longo do tempo foram contribuindo com as ações concretas para inverter a lógica. Fazendo com que o que era importante perdesse para o que é urgente.

Alguns já disseram-me: "Que eu seria responsável pela morte daqueles que fossem a óbito devido o atraso ou a não construção do elevado". Mas isso não constrange-me e nem convence-me. Pois eles não vêm que há também uma especulação imobiliária.

No meu entendimento, todos os gestores públicos nas últimas três décadas, apenas para melhor situarmos no tempo. Administraram essa cidade para uma minoria, sem jamais fazerem uso de uma visão holistica, com o objetivo de identificar e solucionar seus problema e mazelas.

Por isso fico bastante triste com todo esse desprezo com a natureza e sua importância para a vida em todos os sentidos. Seja de espécies, reinos ou famílias. Porque não creio que farão replantio ou preservarão. Pois se assim quisessem, não teriam cortado aquelas árvores e sim transplantadas.

Estribo meu pensar em dois fatos reais. Primeiro o rebaixamento da antiga estação ferroviária do bairro de Parangaba e segundo, a construção da linha leste do metrô de Fortaleza. Que não demolirá os prédios da região de maior PIB da cidade.

Vou concluir parafraseando Benjamim Franklin. Se o viaduto for construído e o Parque do Cocó desprezado, esse não resistirá. Mas se o Parque do Cocó for preservado e uma outra alternativa for criada. Toda a cidade será beneficiada.


Assis Barros.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Fotos do estômago.

Ele nunca tinha dado-me trabalho antes. Sempre comigo durante essa caminhada espetacular chamada vida, até que dias atrás, começou a enviar sinais através de dores de pequena intensidade, e intermitentes. Conversando com a querida Raio de Sol, minha sempre namorada e esposa há vinte e três anos, ela tratou logo de marcar uma consulta médica.

E na segunda-feira, dia oito de julho do corrente, lá estava eu, numa bela clínica no lado chique da cidade. Para conversar com um simpático e atencioso médico, doutor Daniel Pessoal. Que me fez algumas perguntas, um exame rápido e logo marcou uma endoscopia, para vê-lo melhor e ter uma real compreensão do incômodo.

Confesso que fiquei um pouco apreensivo, mas procurei não transparecer. O fato é que um diálogo de anos atrás com uma ex-colega de faculdade, vinha a memória. Pois ela contara que uma parente próxima, falecera após uma seção de fotos do estômago. Mas na terça-feira a noite os queridos irmãos da igreja, dirigiram uma prece ao Pai, rogando por mim.

Na quarta-feira e no horário marcado, em jejum e sem beber água desde ás oito da manhã. Estava lá, para realizar o pedido do atencioso médico. Fui convidado a deitar, antes deixei os óculos sobre uma mesinha de apoio e logo os procedimentos iniciaram. Jato de xilocaína na garganta, um suporte plástico na boca e uma picada leve na veia, dada por uma delicada auxiliar. Que infelizmente agora não lembro o nome.

Mas eles sabem como acalmar-nos, logo após uma conversa informal e sobre as coisas simples da vida. De repente literalmente apaguei, "sai do ar", como diz lá no interior de onde vim. Quando retornei, fui logo perguntando: "Já acabou doutor?", "Eu dei trabalho?" e a resposta para ambas as perguntas foi não. Lembro de ter prometido que transformaria em um artigo para o blog.  

Cumpri a promessa. E mais uma vez, obrigado doutor Daniel Pessoa e a sua auxiliar que infelizmente não lembro o nome.


Assis Barros.


sexta-feira, 21 de junho de 2013

Eles querem voltar.

Bom dia a todas e a todos.

Um certo dia o brilhante escritor brasileiro Machado de Assis, fez um discurso na tribuna do Senado imperial. Onde dizia que estava falando apenas para 30% (trinta por cento) da nação, pois sabia que os demais não estavam inclusos, porque a elite não permitia se quer o voto.

Hoje, alguns anos depois, essa mesma elite, tira de sua caixa de pandora, mais uma de suas mirabolantes invenções: manifestações sem partido, sem políticos. Apenas o povo na rua. E embaladas pelo comercial da montadora italiana, vão em bando e em coro: "Vem pra rua". De fato eles são muitos, mas não serão páreo para as velhas raposas que continuam no poder.

Estou temeroso, muito temeroso. Sinto que essa réstia de liberdade democrática conseguida a tanto custo, nos será arrancada novamente das mãos e mais uma vez mergulharemos no turvo céu da tirania. Virão com o velho e surrado blá, blá que a coisa saiu do controle. Que a esquerda não possui competência para governar. Que o PT e a Presidenta Dilma, são representantes legítimos de satanás. E mais uma vez a sociedade despolitizada elegerá um presidente de extrema direita. Ele não terá nenhuma admiração pelos protestos e o pessoal verde oliva voltará as ruas e na manhã seguinte virá o CALE-SE.


Assis Barros.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Tem alguma coisa aí.

 Cara você é uma alma viva e pensante nesse face. Valeu irmão. Só para aparteá-lo: O Congresso Nacional é formado por 513 Deputados Federais e 81 Senadores, temos mais de trinta partidos políticos ou seja impossível que o PT ou qualquer outro partido sozinho governe.

 A maioria dos partidos estão no governo, devido ao sagrado pacto da governabilidade e quem lá não está, pode ser que esteja na orquestração dessa massa acéfala que ora ocupa as ruas. Porque teriam o velho e surrado discurso de por os quartéis nas ruas para reparar a incompetência da esquerda.

 Esse é meu medo. Mas podemos evoluir, podemos refletir, cada um assumir seu papel de cidadão. Fica aqui o meu apelo para que os manifestantes percebam que o grande mal, mora dentro do sistema capitalista. Fica aberta a discussão.

Observação: comentário deixado no post do Facebook de Secundo Alves, dia: 19.06.13

Assis Barros.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Para onde queremos ir.

 Estou deixando de ser otimista e começando a ficar com uma pulga atrás da orelha com toda essa onda de protestos. Não consigo visualizar uma pauta de revindicações que una o movimento aos quatro cantos do Brasil.

 Me parece mais um mal estar geral, sem uma direção, um rumo, com um lugar bem definido onde se deva chegar. Também não estou conseguindo identificar a liderança do movimento.

 Sair as ruas com todo esse empenho apenas porque as passagens dos ônibus subiram além do coerente, no meu entendimento é muito pouco. Não estou vendo uma luta centrada contra esse sistema econômico perverso chamado capitalismo.

 É como se todos tivessem lutando contra algo invisível e de repente corporificou-se num único partido político. Precisamos acordar. Isso é salutar, mas essa luta não pode ser insana, acéfala.

 Somos republicanos, somos democráticos e nossa democracia é representativa, não podemos nem devemos deixar de fazer uso das instituições republicanas.

 Temos aí o MPF, temos a legitimidade do inpecheament, o direito a constituir um novo partido político ou ainda podemos fazer uso dos que já estão aí. Nos filiando, indo as reuniões, participando dos grandes debates e fazendo valer a nossa ideia, o nosso sangue novo e nossa maneira ética de um bem fazer político.


Assis Barros.

Maldito Sistema

Estúpido de verdade é o CAPITALISMO, que com suas falsas promessas e seu desumano discurso, nos arrasta para essa roda viva sem nexo.

Dizendo o tempo todo que temos de "chegar lá", e pra isso é necessário que o carro seja novo, a casa seja nova, o celular seja o último, a roupa seja da marca mais chique.

E os verdadeiros valores, as coisas que de fato são importantes, vamos desprezando. Assim vamos ficando sem tempo para a família, porque é preciso trabalhar. Os amigos, os veremos quando sobrar algum tempo.

De repente, toda a ansiedade, a saudade, a luta interna por ter que abandonar valores morais, para adquirir valores materiais. Nos faz ser beneficiários de uma notícia cruel: você tem câncer.

Observação: comentário deixado num post do Facebook da Shirley Barros. Em: 17.06.2013

Assis Barros.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Qual igreja ?

Deus não é propriedade de nenhuma instituição religiosa. Se varias denominações surgiram, foi por causa da maneira como o homem ver as coisas.

Tudo depende da lente que se está usando, quem tem lentes amarelas, vê tudo amarelo. Quando Jesus Cristo curou um cego, ele simplesmente disse: Veja. A outro cego, ele cuspiu no chão e fez um lodo e depois passou-lhe nos olhos.

 Imagine esses dois ex-cegos se encontrando e conversando: "Quem lhe curou? e um dirá Jesus Cristo. Então o outro perguntará como foi?, ele simplesmente disse: veja e eu vi.

Não pode, dirá o outro. Pois o Jesus que me curou, cuspiu no chão fez um lodo e passou em meus olhos. Fica em paz querida irmã, Não importa a igreja que tu vás, se atrás do calvário tu estás.

Comentário deixado num post no Facebook de @nietamoreiradesousa dia: 13.06.2013


Assis Barros.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Por que a PIG cala?

Cristãos fazem movimento pacífico defronte ao Congresso Nacional em Brasília e a imprensa divulga evento como uma simples nota de roda pé.

Mas basta alguns ativistas do movimento homoafetivo balbuciarem uma meia-dúzia de palavras grosseiras contra os cristãos ou algum pastor evangélico e logo ganham até editoriais.

Não é a toa que o jornalista Paulo Henrique Amorim, gosta de se referir a pseudo imprensa brasileira chamando-a de: PIG Partido da Imprensa Golpista.

Não possuem respeito pelo público. Pois a eles não interessa a notícia, mas a manipulação dos fatos. Querem sempre a alienação, estão sempre na prática da informação deformada. Não há da parte deles o menor interesse em formar uma consciência crítica nos cidadãos.

Como um cristão que por razões particulares não pude comparecer, mas que concordo que fui representado pelos que ali estiveram.

 Conclamo aqui a todos os cristãos cearenses e do Brasil a fora a virarmos por dois dias as costas a essa imprensinha meia boca. Desligando os aparelhos de rádios e televisão.

 Nas redes sociais e nos blogs, fazermos um movimento viral, destacando o evento ocorrido ontem. Não podemos e nem devemos ficarmos calados.



Assis Barros.


quinta-feira, 4 de abril de 2013

Minha Fé.

Creio ser possível conviver com o contraditório, quando não ultrapasso a linha territorial do meu interlocutor. Não é algo fácil, mas factível.
Não sou obrigado a ser homoafetivo, mas também não preciso ser homofóbico. Não preciso ridicularizá-los, mas eles também não podem fazer pouco da minha fé.
É como criar-se duas retas paralelas e imaginárias e caminhar entre elas. O tempo todo entreolhando-se e todo o tempo respeitando-se. Como cristão, creio que existe apenas um Deus, que é trino e os homoafetivos não compartilham dessa visão, mas nos respeitaremos até a morte. Quando tudo acabará e aí veremos quem de fato estavo sob a verdade absoluta.
No mais um forte abraço a todos os homoafetivos, ateus, umbandistas, espíritas, católicos, índios, rosa cruz, macumbeiros, espiritualistas, superticiosos, budistas. A vida é tão curta, apesar de tão bela. 


Assis Barros.
Bacharelando de teologia.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Meu amigo

Como muitos estão manifestando-se aqui na rede sobre a morte de seus ídolos e a longevidade de outros. Gostaria também de publicizar a perda de um grande amigo, que foi-se ainda muito jovem.

Ele não tinha a beleza midiática, não era da região mais desenvolvida do país, nem seus pais eram os mais ricos da cidade. Aliás até adotada ele era.Mas mesmo conhecendo seu pai biológico jamais deixou de amá-lo, respeitá-lo. O mesmo fazendo aos adotivos.

Desde criança sempre muito educado, passou pela adolescência também sem conflitos existenciais. Trazia consigo a certeza de quem realmente era e conseguia transmitir isso as outras pessoas. Como disse antes não era portador de nenhuma beleza, era totalmente desprovido de formosura.

Mas seu olhar era afetuoso,seu abraço era acolhedor, sua presença trazia-nos uma paz envolvente. Suas palavras era de esperança,sua simplicidade e humildade eram contagiantes e antagônicas a uma sociedade tão materialista, arrogante e egoísta.

Os donatários de toda forma de poder: econômico, político, filosófico e religioso. Não suportavam sua linha de pensamento nem permitiram seus ensinamentos. Estabeleceram um tribunal e sem qualquer defesa e com acusações sem sustentação, o condenaram e o sentenciaram a morte.

Mas foram de uma crueldade sem par. Obrigaram-no a desfilar sobre as ruas da cidade da capital de seu país totalmente despido e levando sobre seus ombros seu instrumento de tortura onde seria brutalmente assassinado após toda aquela ignomínia.

Mesmo diante de tudo isso, ele não se revoltou, não perdeu sua calma, nem deixou de transmitir tanto amor em seu olhar.Mesmo com uma multidão ensandecida, fomentada pelos poderosos, não permitiu que qualquer resquício de ódio infiltra-se no seu coração ou mente. Na hora final de sua morte, olhou para o céu e pediu a seu pai biológico:"Pai perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem."

Creio que você já percebeu que amigo estou falando. Isso mesmo, ele é Jesus Cristo, o filho do Deus vivo. Que morreu na cruz do calvário por todos nós e nos ensinou como devemos viver: em fraternidade, amando-nos mutuamente, vivendo em união. Sabendo que um dia todos nós estaremos diante do Pai para prestarmos contas de todos os nossos atos.

Se você também crer assim, compartilhe. Se não, saiba que meu amor não muda em nada por você e também nada de mal lhe acontecerá. Boa noite e fiquem com Deus.

Assis Barros.