segunda-feira, 17 de junho de 2013

Para onde queremos ir.

 Estou deixando de ser otimista e começando a ficar com uma pulga atrás da orelha com toda essa onda de protestos. Não consigo visualizar uma pauta de revindicações que una o movimento aos quatro cantos do Brasil.

 Me parece mais um mal estar geral, sem uma direção, um rumo, com um lugar bem definido onde se deva chegar. Também não estou conseguindo identificar a liderança do movimento.

 Sair as ruas com todo esse empenho apenas porque as passagens dos ônibus subiram além do coerente, no meu entendimento é muito pouco. Não estou vendo uma luta centrada contra esse sistema econômico perverso chamado capitalismo.

 É como se todos tivessem lutando contra algo invisível e de repente corporificou-se num único partido político. Precisamos acordar. Isso é salutar, mas essa luta não pode ser insana, acéfala.

 Somos republicanos, somos democráticos e nossa democracia é representativa, não podemos nem devemos deixar de fazer uso das instituições republicanas.

 Temos aí o MPF, temos a legitimidade do inpecheament, o direito a constituir um novo partido político ou ainda podemos fazer uso dos que já estão aí. Nos filiando, indo as reuniões, participando dos grandes debates e fazendo valer a nossa ideia, o nosso sangue novo e nossa maneira ética de um bem fazer político.


Assis Barros.

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