sábado, 10 de junho de 2017

Não temerei.

Aprendi com meu saudoso pai, que não devo temer ministros sejam eles do supremo ou de estado.

Nem me submeter cegamente as ações do presidente da República, senadores, governadores, prefeitos, deputados estaduais ou vereadores.

Em resumo, não devo temer nenhuma autoridade, quando sentir que meus direitos como cidadão, estão ameaçados.

Simplesmente porque todos têm o seu poder delegado, mas a maternidade do poder é o povo, o pai do poder é o cidadão consciente dos direitos e deveres.

É lamentável o teatro apresentado essa semana pelo TSE. Como teólogo, não tenho como questionar a juriscidade do processo, mas posso afirmar que não consigo enxergar a ética, pois a sufocaram no lamaçal dos argumentos dúbios.
(Assis Barros).

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Os velhos e as épocas diferentes.

O Brasil entre as nações conhecidas, é de uma peculiaridade sem comparação. Num passado não muito distante, a população aprendeu a gostar de um presidente que lhe trouxe algumas mudanças que no seu tempo foram de grande impacto, pois pela primeira vez existia uma legislação que regulamentava a relação capital, versos trabalho.

Ele tinha uma enorme popularidade, o pessoal que são versado no estudo da ciência política, defendiam e até hoje insistem em afirmar que ele era um populista. Mas o fato é que parte da população se sentia protegida e ele ganhou alguns adjetivos como: paí dos pobres e o velhinho.

Inclusive após um período fora do poder, quando concorreu novamente, sua campanha era puxada pelo jingle: "Bota retrato do velho/bota no mesmo lugar/o sorriso do velhinho/faz a gente trabalhar."
O sucesso foi tão grande que novamente voltou a presidência do Brasil.

Mas terra gira, o tempo passa, as coisas mudam os valores também e no Brasil de hoje, há um velho, que não se pode carinhosamente tratá-lo de velhinho e nem se pode pedir que se ponha seu retrato em qualquer lugar. Até porque, sorriso não se vê ele dar nenhum. Ele parece não ter coração e suas atitudes não demonstram solidadriedade.

Mesmo estando no ocaso da vida, não demonstra pelos seus pares, principalmente os mais vulneráveis qualquer sentimento de fraternidade. Sem o menor constrangimento solicitou ao Congresso Nacional mudanças radicais na legislação trabalhista, desconstruindo todo o edifício social erguido pelo velhinho do passado.

Esse velho do tempo atual, não guarda semelhança com o do passado, suas ações são mais plutocráticas e individuais. A imprensa nacional divulgou que na calada da noite, enquanto muitos trabalhadores já enfadados dormiam, no porão do palácio, ele tramavam com um jovem empresário, negócios escusos, nos fazendo lembrar os versos do poeta que diz: "E a pátria sem saber que era subtraída...".

Desse velho, de suas atitudes, de seu fazer político insensível aos mais pobres, a população não gosta e isso já deixaram bem claro, pois seu índice de popularidade é rasteiro e até já se pode ouvir as vozes da rua cantando uma canção diferente, que pode vir a dizer mais ou menos assim: Leva o retrato desse velho/e leva também ele daí/o povo não gosta dele/e o quer fora daí.
(Assis Barros).




domingo, 1 de janeiro de 2017

Governo X Corrupção.

Quem realmente está mais interessado em combater a corrupção, o governo que fortalece o MPF ou o que o torna frágil?.

Qual o Governo que de fato quer ver a corrupção combatida. O que nomeia o primo do vice-presidente da República para PGR ou o que nomeia o mais votado da lista tríplice?.

O que seria das decisões de um juiz de primeira instância, se o Ministro do STF e relator do processo, não fosse de fato um jurisconsulto?.

Há falhas? Óbvio que existem. Mas qual de nós pode se arvorar da perfeição?.
Mas também não podemos fechar os olhos para os avanços sociais. Não existe uma bala de prata e nem um  herói montado num Pégaso capaz de matar o monstro da corrupção. Essa será uma luta perene encabeçada nas 
Repúblicas por suas instituições fortalecidas. 

Numa das maiores democracias do mundo atual, são presas anualmente 1.100 pessoas por corrupção(*).
Culpar unicamente um partido político por todos os desmandos nacionais, é fechar os olhos para a lista da Odebrecht e desconhecer por completo o presidencialismo de colisão. É só, para o momento. 

(*) Palestra do ex-ministro Mailson da Nóbrega na ABAD, no dia 04.08.2015. Ocorrida no Centro de Eventos. 


P.S Esse texto foi escrito em: 25 de março de 2016 durante um debate com os amigos da faculdade de Bacharel em Teologia, sobre o momento político nacional.
(Assis Barros).

Homem X Instituição.

Quando nos tornamos um político, seja de que partido for. Não importando a matiz ideológica, deixamos de ser apenas um ser humano comum e nos tornamos institucional.

E isso é muito fácil de percebermos. Pois quando somos pessoas comuns, nossas ações são consideradas estória. Mas como Vereador, Prefeito, Deputado Estadual, Governador, Deputado Federal, Senador da República, Presidente da República ou membro do Poder Judiciário. Nossos atos passam a ser história. 

A partir desse entendimento, é necessário termos em mente a compreensão clara da diferença do agir com base na ética Deontológica e da ética Teleológica.
Esse é meu juízo de todo esse processo. 


P.S Esse texto foi escrito em: 25 de março de 2016 durante um debate com os amigos da faculdade de Bacharel em Teologia, sobre o momento político nacional.
(Assis Barros).

Coberturazinha Furrenga.


Não querido, você não sacou qual é o grande lance da moçada da cobertura. Não de uma coberturazinha furrenga de 200 metros quadrados. 

Eles vão jogar o velho Lula aos leões, a jovem guerreira e agora senhora presidenta Dilma para às arquibancadas.
Esses dois fatos, acalmarão a sanha de um povo despolitizado e fácil de ser manipulado pelo antigo e surrado discurso da moralidade e da ética. 

A banca internacional entra com grana, às agências internacionais dizem que agora o país é merecedor de confiança. 

O juiz Moro será dispensado dos seus serviço. O homem probo, firme, macho. O que teve a coragem de peitar o quase mitológico Lula. O levou de baixo de vara para depor, despiu o mito. 
Mas agora "seu" Moro, do senhor também não precisamos mais. Mas quem sabe num futuro próximo, o faremos ministro do Supremo. 

Aí volta tudo como dantes. Os ganhos sociais serão todos retirados, porque vigorará o novo discurso: "Eles acabaram a economia. É preciso fazermos o bolo crescer novamente, para distribuirmos. "
E aí por mais quantas décadas, somente os que viverem saberão.
Mas esse é o meu entendimento de todo esse imbróglio. 


P.S Esse texto foi escrito em 09 de março de 2016, para um amigo. Não citarei o nome porque não pedi autorização.
(Assis Barros).