sexta-feira, 19 de maio de 2017

Os velhos e as épocas diferentes.

O Brasil entre as nações conhecidas, é de uma peculiaridade sem comparação. Num passado não muito distante, a população aprendeu a gostar de um presidente que lhe trouxe algumas mudanças que no seu tempo foram de grande impacto, pois pela primeira vez existia uma legislação que regulamentava a relação capital, versos trabalho.

Ele tinha uma enorme popularidade, o pessoal que são versado no estudo da ciência política, defendiam e até hoje insistem em afirmar que ele era um populista. Mas o fato é que parte da população se sentia protegida e ele ganhou alguns adjetivos como: paí dos pobres e o velhinho.

Inclusive após um período fora do poder, quando concorreu novamente, sua campanha era puxada pelo jingle: "Bota retrato do velho/bota no mesmo lugar/o sorriso do velhinho/faz a gente trabalhar."
O sucesso foi tão grande que novamente voltou a presidência do Brasil.

Mas terra gira, o tempo passa, as coisas mudam os valores também e no Brasil de hoje, há um velho, que não se pode carinhosamente tratá-lo de velhinho e nem se pode pedir que se ponha seu retrato em qualquer lugar. Até porque, sorriso não se vê ele dar nenhum. Ele parece não ter coração e suas atitudes não demonstram solidadriedade.

Mesmo estando no ocaso da vida, não demonstra pelos seus pares, principalmente os mais vulneráveis qualquer sentimento de fraternidade. Sem o menor constrangimento solicitou ao Congresso Nacional mudanças radicais na legislação trabalhista, desconstruindo todo o edifício social erguido pelo velhinho do passado.

Esse velho do tempo atual, não guarda semelhança com o do passado, suas ações são mais plutocráticas e individuais. A imprensa nacional divulgou que na calada da noite, enquanto muitos trabalhadores já enfadados dormiam, no porão do palácio, ele tramavam com um jovem empresário, negócios escusos, nos fazendo lembrar os versos do poeta que diz: "E a pátria sem saber que era subtraída...".

Desse velho, de suas atitudes, de seu fazer político insensível aos mais pobres, a população não gosta e isso já deixaram bem claro, pois seu índice de popularidade é rasteiro e até já se pode ouvir as vozes da rua cantando uma canção diferente, que pode vir a dizer mais ou menos assim: Leva o retrato desse velho/e leva também ele daí/o povo não gosta dele/e o quer fora daí.
(Assis Barros).




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