Gostaria
de trazer a memória o grande jurista Rui Barbosa, quando dizia: "não
podemos tratar iguais os desiguais".
Querer colocar os negros, os
nordestinos, os índios e os gays. Num mesmo caldeirão, a meu ver, é uma
tremenda miopia.
Vamos refletir sobre a
questão, tentando trazer para o debate uma visão mais acurada e
reflexiva. Aqui no nordeste, os que possuem pele clara e rosto com a
beleza midiática, estão muito bem obrigado. Mas os negros dessa região,
sofrem os mesmos preconceitos das demais regiões.
Quanto aos índios, não
foram trazidos e quando os europeus por aqui chegaram, eles já estavam.
E a bula do Papa Paulo III de 1537, declarava-os verdadeiros
homens(Índios do Brasil-Julio Cezar Melatti-página 5).Muito ao
contrário do que fez a mesma igreja com os negros. Quando afirmou que
esses não possuiam alma.
Os "gays" sinceramente não compreendo porque
fazem parte dessa relação. Pois o que a biologia nos ensina, é que uma
célula, é composta de quarenta e seis cromossomos. A mulher produz uma
metade e o homem a outra. Mas o homem, tem a prerrogativa de definir o
sexo, pois produz dois tipos: o "X" e o "Y", enquanto a mulher só o tipo
"X". Isso dar-me o direito de concluir que ser "gay", é uma atitude
deliberativa comportamental.
Mas os negros, não gozam dessa liberdade de
escolha, aliás, se quer tem escolha alguma. Tudo que tem conseguido é
no açoite e na chibata.
Para essa jornalista que a meu juízo, demonstra
bastante ignorância no assunto e para os demais, deixo a indicação de
duas obras literárias: A Escravidão, de Joaquim Nabuco. Que poderá ser
baixada gratuitamente do sítio: http:// www.dominiopublico.org.br/ e Capitalismo e Escravidão, de Eric Williams. Editora Companhia das Letras.
P.S Comentário postado no Facebook, refutando uma jornalista do SBT.

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